Por Jْlia F. Bolliger
Quem nمo se lembra do caos que rolou no dia 11 de setembro de 2001? Pois é, mas o atentado ao World Trade Center nao abalou sَ os EUA, como também o Islamismo, religiao de origem arabe que começou a ser vista com maus olhos pelo ocidente depois desse dia.
Seis anos depois da tragédia, o Virgula decidiu investigar essa ma fama do Isla e acabou descobrindo que nao é nada disso. A crença, inclusive, nao esta concentrada no oriente e nao abrange apenas fanaticos nao. Alias, o Islamismo é a segunda religiao mais numerosa do mundo, atras apenas do cristianismo.
Sَo no Brasil existem cerca de 1 milhao de muçulmanos, muitos deles sao brasileiros convertidos. Halimah El Zatuin, por exemplo, é uma jovem de familia crista e ascendência portuguesa que resolveu se converter: “Fui encaminhada à Liga da Juventude Islâmica por um amigo. Eu gostava do arabismo, mas nem conhecia o islamismo. Um dia perguntei a esse amigo como era esse negَocio de ser muçulmano. Pensava que era terrorismo, mas ele explicou que nao é assim e me levou para conhecer a Liga. Eu gostei muito e me reverti.”, conta.
A Liga da Juventude Islâmica Brasileira funciona em Sao Paulo e realiza projetos sociais e aulas de arabe com o intuito de divulgar a religiao. Cerca de 200 jovens freqüentam o lugar e, segundo Halimah, a maior parte é de familia brasileira que decide se reverter: “A maioria das pessoas vem parar aqui por pura curiosidade. A midia, por mais que deturpe a imagem do Isla, acaba trazendo gente curiosa para entender porque alguém faria uma coisa dessas, que descobre que nao é nada disso e fica por aqui”.
Halimah também lembra que é dificil conciliar a vida ocidental com o Islamismo. A religiao tem certas regras que entram em conflito com a rotina corrida do jovem brasileiro, como a de rezar 5 vezes por dia ou de jejuar por 24 horas no mês Islâmico, dia em que os muçulmanos também nao podem fazer sexo: “A gente mantém contato com essas pessoas que acabam ficando impossibilitadas de seguir os pilares para que nao se sintam sozinhas.” Os muçulmanos vivem a vida presente pensando na vida futura, poَs morte, a fim de conquistar seu lugar no paraiso.
http://www.virgula.com.br/boysandgirls/eles.php?id=149
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
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